
por Leandro R Gomes
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Leandro R Gomes
Riffable CEO
Sinopse
Uma aventura entre os primos.
Dedicatória
À família Carneiro.
Participaram deste livro
Publicado em 20 de julho de 2026 · Riffable

Era uma vez três meninas. O sonho delas era ir ao reino dos doces porque os pais não deixavam elas comerem muito doces. Então um dia quando elas acordaram viram uma fada, que fez uma bolha para elas entrarem e ir ao reino dos doces. Quando elas chegaram lá viram um monte de doces, pirulitos, balinhas e todos os doces do mundo. Elas comeram tudo antes do tempo acabar. Quando chegaram em casa elas ficaram felizes por terem comido tantos doces.

No dia seguinte, dois meninos, João Paulo e Matheus, encontraram as três meninas rindo baixinho na varanda. Curiosos, perguntaram por que elas cheiravam a açúcar e caramelo. As meninas contaram tudo sobre a fada, a bolha e o reino dos doces. Mas então a fada apareceu de novo, com o rosto preocupado: comer todos os doces de uma vez havia quebrado um feitiço antigo, e agora o reino inteiro começava a derreter. Se os doces sumissem, nunca mais nenhuma criança poderia sonhar com eles. — Só cinco corações corajosos podem consertar isso — disse a fada, olhando para os cinco.

Então a fada disse que eles tinham que subir a montanha dos doces e pegar os cinco diamantes: o roxo, o vermelho, o rosa, o verde e o azul. Mas cada diamante escondia um enigma, e só quem o decifrasse conseguiria arrancá-lo da montanha.
— O diamante roxo pergunta o que é doce, mas nunca se come — explicou a fada. — Os outros vocês descobrirão lá em cima.
A montanha erguia-se ao longe, feita de camadas de chocolate e algodão-doce que já começavam a escorrer, moles como cera ao sol. João Paulo engoliu em seco. Matheus apertou a mão da menina mais nova. E as cinco crianças, de mãos dadas, deram o primeiro passo na encosta pegajosa.

Cada diamante tinha uma dica escondida.
— Tem um desafio logo ali — disse Matheus, apontando para frente.
Quando chegaram lá, viram um monte de doces cercando o caminho: paredes de biscoito empilhadas até o céu, gotas de mel escorrendo como cola, torres de marshmallow moles demais para segurar o peso de qualquer criança. Não havia como passar por baixo nem pelos lados. Eles precisavam escalar.
A menina mais nova, Giovana, firmou o pé numa saliência de nougat e puxou-se para cima. Lá no alto, meio escondido entre nuvens de algodão-doce, algo cintilava roxo.
— O que é doce, mas nunca se come? — sussurrou ela, lembrando do enigma da fada.

Beatriz, a menina mais velha, tinha um martelo para eles escalarem a montanha dos doces. Ela fincava a ponta nas paredes de biscoito e abria degraus para os outros subirem. Um por um, agarraram-se às saliências de nougat, escorregando no mel, mas sem soltar as mãos.
Quando chegaram lá no outro lado, Giovana continuava franzindo a testa por causa do enigma.
— O que é doce, mas nunca se come? — repetiu ela.
Foi João Paulo quem arregalou os olhos, como se a resposta tivesse escapado sozinha.
— Um sonho! — disse ele. — Um sonho é doce, mas ninguém morde um sonho.
No mesmo instante, o algodão-doce se abriu, e o diamante roxo desprendeu-se da montanha, caindo redondo e brilhante na palma de Giovana.
Mas então, mais acima, uma segunda luz piscou — vermelha, e muito mais longe.

— É o diamante vermelho! — disse Carol, a menina do meio, a segunda mais velha das três.
— Vamos lá — disse Beatriz. — Temos uma jornada longa.
Depois de caminhar muito, Giovana avistou o segundo desafio. No meio do caminho, dezenas de chocolates falantes andavam de um lado para o outro, barrando a passagem.
— Tem vários chocolates falantes que se mexem — disse João Paulo.
— Precisamos passar por eles — disse Matheus. — Mas como?
— Gente, eu tive uma ideia — disse João Paulo.
— Qual? — perguntou Carol, cruzando os braços, desconfiada.
— Vamos fazer um lanche.
Os chocolates estremeceram todos ao mesmo tempo, e um deles, o maior, deu um passo à frente.

— Boa ideia! — disse Beatriz, sorrindo.
— Então, ataquem! — gritou Matheus para as meninas.
E as cinco crianças avançaram sobre os chocolates falantes, dando mordidas rápidas, rindo enquanto os pedaços se debatiam e depois se rendiam, docinhos e crocantes. Um a um, os chocolates foram sumindo, até o caminho ficar livre.
Quando terminaram de comer, Giovana olhou em volta e disse:
— Gente, vamos!
— Não — falou Carol, apontando para o céu. — Já está anoitecendo. Melhor a gente dormir.
Bem no alto, o diamante vermelho continuava piscando, longe demais para alcançar antes do escuro. As crianças fizeram uma cama de algodão-doce e se deitaram, de mãos ainda dadas.
Mas, no meio da noite, Beatriz acordou com um barulho estranho vindo da montanha.

Em seguida, Matheus acordou assustado, perguntando o que tinha acontecido.
Beatriz falou que tinha ouvido um barulho vindo da ponta da montanha.
Então Matheus falou para escalar a montanha para ver o que era o barulho.
Quando terminaram de escalar, acharam um dragão de pirulito vermelho.
Então Beatriz, com medo, falou para construir uma espada de doce.
Então Matheus construiu a espada e Beatriz, com sua força, matou o dragão com a espada.
O dragão, dando um rugido, acordou todos e eles viram uma pedra saindo do chão e viram que era o diamante vermelho.
Então um mago de chocolate apareceu e disse o enigma que eles tinham que descobrir.

O mago de chocolate ergueu os braços derretidos e sua voz ecoou pela montanha:
— Para levar o diamante vermelho, respondam: sou vermelha e redonda, cresço no pé de doçura, todo mundo me deseja, mas quem me morde faz careta de amargura. O que sou?
As crianças se entreolharam. Giovana coçou a cabeça, Matheus mordeu o lábio, e Carol ficou com água na boca só de pensar.
— Uma maçã do amor! — gritou Beatriz de repente. — Por fora é doce e vermelha, mas quem morde fundo prova o azedinho!
O mago sorriu, e uma poça de calda escorreu de seu rosto.
— Correto, corajosos.
O diamante vermelho brilhou forte e pulou para a mão de Carol. Mas, ao longe, entre montanhas de gelatina, uma nova luz surgiu — rosa e trêmula.

— Ainda temos muito caminho pela frente — disse Carol, depois de pularem por um bom tempo.
— Minhas pernas estão doendo — reclamou Matheus, arrastando os pés no chão de gelatina.
— As minhas também — disse João Paulo, torcendo o rosto de dor.
Giovana parou e apontou para as costas.
— Nas minhas mochilas tem umas coisas pra gente amarrar e escalar, em vez de pular.
Ela abriu a mochila e tirou cinco cordas enroladas, uma para cada um. Amarraram as pontas nas saliências de caramelo, firmaram os nós e começaram a subir. Escalaram e escalaram, com as mãos grudentas de calda, sem soltar as cordas nem uns aos outros. Quando finalmente chegaram ao topo, uma luz piscava muito forte no meio das montanhas de gelatina.
— É rosa! É o diamante! — disse Beatriz, sorrindo.
— Então vamos lá! — disseram todos juntos.
Mas, ao se aproximarem, a luz rosa se apagou de repente, e uma sombra fofa se levantou no caminho.
Fim… por enquanto.
Este livro continua vivo — seus riffs e votos ainda podem mudar os rumos da história.
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